Toggle

Como criar um ambiente com menos hierarquias?

 

As empresas atuais tem que ser mais leves, com menos níveis hierárquicos. Para conseguir essa leveza organizacional as companhias precisam concentrar o foco de atuação sobre as suas atividades mais lucrativas, sobre as tarefas-fim. Precisam automatizar suas linhas de produção e gestão e terceirizar as áreas de apoio, eliminando os níveis intermediários de supervisão e controle, pela implantação de sistemas integrados de gestão.

Estabeleça uma relação direta entre o desempenho e a produtividade de um indivíduo e os resultados obtidos. Esta vinculação direta entre atuação e resultados tem que ser refletida nos sistemas de avaliação e remuneração. As remunerações devem variar não mais apenas em função do esforço e dedicação dos funcionários, mas, sobretudo, pela obtenção de resultados.

As decisões tem que ser rápidas. O modelo decisório deve se basear no uso do conhecimento e da inteligência. Não deve mais ser mantida a estrutura clássica de subordinação, onde as pessoas eram organizadas em hierarquia, por funções.

A nova estrutura organizacional precisa incorporar flexibilidade e especialização. A organização mais adequada é muito mais a de uma orquestra sinfônica, do que a de um exército, em que o maestro lidera especialistas, define e transmite sua visão, fixa metas, mobiliza e incentiva. Ele não é nem o melhor músico, nem o pianista virtuoso.

Além disso, um novo modelo de liderança precisa ser aplicado. O novo líder já não pode mais impor suas ideias e deve influenciar e mobilizar as pessoas. Não se deve mais impor a antiga forma de gestão por números, valores e prazos, por meio de estruturas hierárquicas departamentalizadas.

O novo desafio é fazer especialistas trabalharem produtivamente em equipes montadas segundo as complementaridades e as necessidades das competências e preferências, criando espaço e condições para reter talentos, pela liberdade de atuação e pela valorização do seu conhecimento. O desafio do novo líder é encerrar o velho, fazer a "destruição criativa".

Fonte: www.exame.abril.com.br

Siga-me no Twitter