Toggle

Internet com moderação e bom senso

 

Para consultor, as empresas deveriam ser mais sensíveis aos benefícios da web e poderiam estabelecer políticas de uso para evitar abusos

Moderação e bom senso. Talvez estas sejam as dicas mais valiosas no ambiente de trabalho. Principalmente quando se trata do acesso às tecnologias que as empresas colocam à disposição do funcionário. O uso inadequado pode acarretar prejuízos a todas as partes. Alguns casos, inclusive, são motivos de demissão por justa causa.

O computador é apenas um desses equipamentos. E em tempos de comunicação rápida, o acesso à internet é básico. A pergunta que se faz é: liberar ou proibir esse acesso para que funcionários possam fazer consultas pessoais?

Algumas empresas estabelecem limites e bloqueiam o acesso às redes sociais, emails particulares e mensagens instantâneas. Outras, como as de comunicação, por exemplo, enxergam as redes sociais como fontes de informação. Tem ainda as que restringem completamente o uso pessoal da internet.

De qualquer forma, as empresas têm garantido o direito de monitorar o uso que o funcionário faz das ferramentas disponíveis. Isso significa controlar quais são os sites acessados e não relacionados ao trabalho. Sim! Alguém está vigiando sua navegação! Além das redes sociais, os sites mais visitados são os de compras on line, páginas de notícias, previsão do tempo, bancos e de órgãos governamentais, como Receita Federal ou o Detran.

O consultor de negócios, Pedro Guimarães, diz que a maioria das empresas no Brasil ainda não tem controle sobre o uso da internet por parte dos funcionários.

Segundo o consultor, "você pode estar dando as costas a uma ferramenta que permite o desenvolvimento da equipe e, por consequência, pode trazer benefícios para a empresa". Na avaliação de Guimarães, permitir o acesso à redes sociais, por exemplo, pode ajudar a equipe a se relacionar com outras pessoas e comunidades de interesse mútuo e, com isso, conseguir informações relevantes para melhorar e aprimorar o trabalho.

A interferência no desempenho e na produtividade é o principal argumento para as medidas restritivas. Uma pesquisa realizada no ano passado pela consultoria Triad PS com 1600 profissionais revelou que duas horas do expediente são gastas com tarefas improdutivas.

Boa parte deste tempo é "perdida" na internet. Se a restrição tem como objetivo evitar a perda de tempo, pode ser um tiro n'água, uma vez que a tecnologia já permite o acesso à rede pelo celular. Talvez o funcionário dedique muito mais do que duas horas do expediente à própria rede.

Por outro lado, também é sabido que intervalos regulares favorecem a concentração no trabalho e aumentam a produtividade. Pensando nisso, talvez não seja má ideia permitir que o funcionário faça consultas alheias às funções usando os equipamentos da empresa. E ainda há a possibilidade dele conseguir dados interessantes para o grupo profissional.

De acordo com Guimarães, com regras claras, bem definidas e transparência, é possível se chegar ao equilíbrio. Um código de conduta pode ser elaborado e submetido ao conhecimento de todos. Nele devem constar as orientações mais óbvias sobre a utilização dos equipamentos da empresa para que não reste a menor dúvida.

As condições vão depender de cada grupo, de cada segmento, de cada política administrativa. "O que precisa ficar claro ao funcionário, quando ele é contratado, é que tudo o que tem dentro da empresa deve ser usado em prol da empresa", ressalta o consultor. Se forem constatados abusos ou desrespeito ao código de ética, o funcionário pode ser punido.

Guimarães acredita que "as empresas deveriam ser mais sensíveis aos benefícios que as mídias sociais e a rede proporcionam, estabelecendo políticas de uso e não dando as costas à prática". Ao invés de proibir, o que por natureza já é bastante impopular, melhor seria estimular a moderação e o bom senso, uma forma de demonstrar confiança na relação.

Fonte: hsm.com.br

Siga-me no Twitter