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Quinta, 12 Setembro 2013 11:26

Liderança é Poder Compartilhado

"A visão é a mercadoria dos líderes, e o poder, a sua moeda".
(Warren Bennis e Burt Nanus)

Falar de liderança é algo ao mesmo tempo fácil e difícil. Fácil porque há um sem número de teorias disponíveis, e difícil porque nenhuma delas responde à questão. Então, tratar de liderança, é tarefa que nos expõe a riscos e, de pronto, vou corrê-los; sabendo que não serei o primeiro, muito menos o último a fazê-lo.

Atrevo-me dizer que liderança tem muito a ver com pureza de propósitos. Algo muito similar aos sentimentos que as crianças têm em relação umas às outras. A criança fala com a outra e encontra soluções para seu mundo de significados. Ela vê a outra criança como um igual em todos os sentidos. Somente a absorção de crenças e valores do mundo adulto dará a ela modelos diferenciais de classe, credo, raça, certo, errado, etc.

Essa relação – inevitável - com o mundo adulto produz o elenco de preconceitos que carregamos pela vida afora. Alguns serão permanentes, não nos abandonarão; outros sucumbirão, porque inconsistentes ou porque evoluímos como seres humanos e nos deparamos com sua insensatez. Entretanto, o certo é que esses preconceitos irão influenciar nossas relações com as pessoas e grupos. Mas isso é tema para teses sociológicas e psicológicas. Só chamo a atenção para isso, como forma de instigar a compreensão.

Fiz esse preâmbulo para dizer que as relações inter-pessoais no dia a dia das organizações estão muito comprometidas. Warren Bennis , um dos gurus da Liderança, diz que "Administradores são pessoas que fazem as coisas de forma certa e líderes são aqueles que fazem a coisa certa", (os grifos são meus). O mesmo Bennis fala muito em poder; não o poder no sentido de dominação (esse é um sentido fraudulento do termo), mas no sentido de força geradora que transforma as coisas, que conduz à ação. Além disso, ele ressalta a importância das pessoas se relacionarem, quando tanto o líder quanto o liderado despertam o que há de melhor um no outro. Isso denota que eles devem transacionar entre si; e aqui transação tem o sentido de negociação. Ele constata também, que o foco das organizações está em administrar as coisas e não questioná-las; o comentário dele é vital para entender-se a questão: "O problema de muitas organizações... é que elas tendem a ser administradas demais e sub lideradas. Podem se sobressair na capacidade de tratar a rotina diária, porém jamais questionam se a rotina deveria ser seguida".

Uma organização que estimule o questionamento do que é feito é uma organização viva. Está sempre vivendo o conflito: das idéias em uso com as novas idéias. Por isso mesmo tendem a inovar as coisas, criar novos produtos, satisfazer os clientes, etc; são as organizações do futuro. Esta prática exige uma postura de liderança muito diversa da tradicional; exige líderes participativos que estimulem pessoas e que dêem poder para que elas possam agir.

Isso é exemplificado por "cases" administrativos de sucesso: nos anos 80 Lee Iacocca assumiu o controle de uma Chrysler em vias de falir. Ele tinha altos propósitos e necessitava de gente com a mesma visão. Com o próprio efetivo da companhia, formou um grupo de gente que "comprou" sua idéia. Iacocca permitiu que repensassem as coisas e encontrassem novas formas de fazê-las; em suma, deu-lhes poder para agir. O resultado é que a Chrysler obteve lucros e prosperou naqueles anos em que a indústria automobilística japonesa arrasava seus concorrentes nos Estados Unidos.

A formula de Iacocca não é nova; mas, no contexto das organizações, ela é percebida como muito arrojada e "perigosa". Perigosa porque considera a partilha do poder de comandar e permite construir o novo, e o novo sempre assusta. Além disso, nossos dirigentes temem perder o poder; e aqui o sentido de poder se transmuta em sua pior faceta.

Os anos 80 passaram, o muro de Berlin caiu, a economia selou as práticas da globalização definitiva e a liderança continua sendo o "elo perdido" das organizações. Parece que casos isolados sempre teimam em repetir-se e a demonstrar que o meio de superação foi envolver as pessoas. Mas, a maioria das organizações julga-se acima dessas possibilidades, crêem demasiadamente em seus modelos e na rede de proteção de monopólios e ações do Estado. Basta uma crise sistêmica qualquer para buscarem respostas desesperadamente. O pior é que não aprendem com as dores vividas e viciam-se em remédios de momento. Entenda-se por isso as panacéias que surgem de tempos em tempos propugnando solucionar e vencer crises. Muitos consultores percebem a oportunidade e ganham muito dinheiro nesses momentos; e as organizações seguem, crendo que fizeram o que havia a ser feito. Tempos depois, tudo se repete e elas não sabem o que fazer, e com isso o ciclo se repete "ad absurdum". Em verdade não têm liderança. Apenas administram as crises, não aprendem com elas.

O grande papel da liderança é, portanto, provocar as pessoas. Provocar sua capacidade criativa e de comprometimento. Quando fazemos parte de um grupo, queremos realizar coisas notáveis, queremos produzir algo que muitos se beneficiem, queremos ser ouvidos para externar o que pensamos. Um líder competente percebe que as pessoas são assim e sabe tornar essa energia algo renovador e produtor de resultados. O líder eficaz sabe como envolver as pessoas e não as manipula. Ele partilha o poder, até porque o seu poder emana delas; o que, aliás, é um princípio básico de convivência democrática. O líder com esse tipo de visão (que é estratégica), vê o futuro e está pronto para ele. Ou, em outra hipótese factível, sob o olhar de Lao Tsé: "O melhor de todos os líderes é o aquele ajuda seus seguidores para que eles não precisem mais dele".

Agora, imagine por um breve momento que todas as pessoas que estão e vão ao Oriente Médio negociar a paz estivessem despidas de seus preconceitos; é difícil imaginar, mas tente! Imagine que elas têm seus sentimentos de criança recuperados naquele momento. É difícil imaginar, eu sei; mas insista! Não custa tentar!
Imagine que todos os sentimentos recalcados dos adultos deixem de existir por um breve momento, que as crenças radicais desapareçam pelo tempo suficiente que lhes permita conversar e "brincar" a vida.

Será que eles irão matar-se uns aos outros? Não creio e, se você entrar nesse exercício de pensar o improvável, também não irá crer. John Lennon acreditava nisso e compôs um hino à paz chamado "Imagine", onde dizia "Eu sei que sou um sonhador, mas não sou o único".

Resumindo, essa é a matéria prima básica: sonhar e imaginar que é possível. Fazer acontecer é uma questão de querer e somar desejos, vontades e aliados (gente). Estou certo que é mais fácil tornar nossas empresas efetivas do que solucionar as grandes chagas da humanidade. Mas se iniciarmos pelas organizações, em breve teremos tempo para nos dedicar a obras mais elevadas. Ou não?

*Warren Bennis e Burt Nanus – Líderes – Estratégias para assumir a verdadeira liderança. Editora Harbra – 1988.
Fonte: www.portalcmc.com.br

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Cada dia mais as organizações procuram profissionais éticos. Portanto, agir corretamente hoje não é só uma questão de consciência, mas um dos quesitos fundamentais para quem quer ter uma carreira longa, respeitada e sólida. E tem credibilidade quem age eticamente.

Imagine, por exemplo, um líder que rouba idéias de seus colaboradores. Veja os seguintes questionamentos:

  • Líderes precisam ser exemplares e que exemplo está dando com tais atitudes?
  • Líderes devem ser amigos de seus colaboradores e que amigo é esse?
  • Como conseguir que um colaborador fique motivado para chegar aos resultados esperados se faltar com o respeito?

Poderia citar várias outras questões, mas, para mim, alguém que tem uma atitude destas não merece ser chamado de líder. Mais dia menos dia estas coisas acabam sendo descobertas. Como diz o ditado popular: mentira tem pernas curtas.

Em escolhas aparentemente simples, muitas carreiras brilhantes podem ser jogadas fora. Hoje, mais do que nunca, a atitude dos profissionais em relação às questões éticas pode ser a diferença entre o seu sucesso e o seu fracasso. Basta um deslize, uma escorregadela, e pronto. A imagem do profissional ganha no mercado a mancha vermelha da desconfiança.

A importância da ética nas organizações cresceu com a redução das hierarquias e a conseqüente autonomia dada às pessoas. Agora, mais difícil do que fazer o certo é descobrir o que é certo fazer.

Mas afinal, o que é ser um profissional ético? Ser ético nada mais é do que agir direito, proceder bem, sem prejudicar os outros. É ser altruísta, é estar tranqüilo com a consciência pessoal. É também agir de acordo com os valores morais de uma determinada sociedade.

Qualquer decisão ética tem por trás um conjunto de valores fundamentais. Entre eles:

  • Ser honesto em qualquer situação;
  • Ter coragem para assumir decisões;
  • Ser tolerante e flexível;
  • Ser íntegro;
  • Ser humilde.

Integridade é uma característica fundamental em um líder, pois é através da integridade que as pessoas passam a acreditar nele. Bons líderes falam a verdade, não se escondem atrás de máscaras ou de meias-verdades. Além disso, confiança é essencial em todos os relacionamentos humanos: como seguir alguém em quem não confiamos?

Organizações não são apenas entidades jurídicas, são formadas por pessoas e só existem por causa delas. Por trás de qualquer decisão, de qualquer erro ou imprudência, estão seres de carne e osso. E são eles que vão viver as glórias ou o fracasso da organização.

As pessoas realmente prestam mais atenção ao que seus líderes fazem, do que ao que eles dizem. Portanto, tome cuidado com suas ações. Não importa o que estiver fazendo, faça como se muitas pessoas estivessem observando.

É impossível pensar que alguém consiga ser um líder sem dar exemplos. As pessoas sempre vão observar o líder, irão ver quem ele é e o que faz, assim como o que diz. Uma das palavras-chave em liderança é credibilidade. Você sempre tem que fazer o que prometeu.

Finalmente devemos pensar de acordo com o que disse Ptah Hotep: "Se tiveres que ditar a conduta aos outros, fazei com que a tua própria conduta seja irrepreensível".

Por: Sônia Jordão
Artigo publicado no Jornal "Diário do Comércio" em 10/11/2006
Fonte: www.portalcmc.com.br

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Quinta, 29 Agosto 2013 09:42

Liderando com Visão e Energia

Robert Cooper é um especialista em inteligência emocional e neurociência da liderança, autor da interessante obra "Get out of your own way", ou seja, "Caia fora de seu próprio caminho", numa tradução livre, na qual ele apresenta cinco chaves para exceder expectativas.

A estas cinco chaves, acrescentei outras duas, totalizando sete aspectos essenciais no processo de liderança. Vamos a eles:

Chave 1 – Lidere pelo exemplo

Uma meta é resultado de inteligência integrada aplicada. Suas decisões devem decorrer de união de três cérebros localizados na cabeça, no coração e nas vísceras. Liderar só com a cabeça limita a criatividade. Você deve ouvir seu coração, mas também dar atenção ao seu feeling – aquele frio na barriga que sentimos por ocasião de algumas ações.

Chave 2 – Administre a direção, não o movimento

As estatísticas apresentadas anualmente pelas revistas que relacionam as maiores empresas globais comprovam que a inovação aplicada gera lucro. Tanto que as companhias mais inovadoras conseguem auferir ganhos superiores a cada novo exercício.

A ciência para ativar este processo de inovação não está no autocontrole, através do qual a motivação torna-se efêmera e o comprometimento se esvai diante da agitação ou do estresse. O êxito está na autorregulação, um processo de vincular metas ao melhor resultado emocional possível.

Um ótimo mecanismo de liderança consiste em comprimir o tempo destinado a uma determinada tarefa ou meta. Assim, relacione suas metas programadas para o período de um ano, por exemplo. Em seguida, estude como realizá-las não em 12 meses, mas em apenas um semestre, um trimestre ou mesmo um único mês.

Lembre-se de que nosso cérebro adora jogar com a segurança. Por isso é tão confortável falar em metas para cinco, dez ou mais anos, pois nada será feito de imediato. Assim, desafie-se! Torne possível o que, à primeira vista, possa parecer impossível.

Chave 3 – Administre a concentração, não apenas o tempo

A neurociência confirma que somos maus administradores de nosso tempo. E, mais do que isso, sofremos forte tendência a perder o foco.

Algumas provocações para sua reflexão:

Em suas reuniões regulares, como você poderia reduzir em 50% ou mais o tempo gasto, mantendo ou melhorando os resultados?
Suas reuniões são agendadas para o início do expediente, por volta das 9h00, ou logo após o almoço, às 14h00, prolongando-se por todo aquele meio turno de trabalho? O que aconteceria se você iniciasse os encontros às 11h00 ou 17h00?
Quanto tempo você desperdiça diariamente em decorrência de interrupções, distrações, desorganização ou falta de planejamento?
Estabeleça uma hora por dia sem interrupções para você e neste intervalo trabalhe concentradamente em três objetivos específicos, reservando 20 minutos para cada um deles;
Um feedback é importante, mas ele atua sobre um evento passado, aprisionando o cérebro e colocando-o na defensiva. Trabalhe com feedforward, ou seja, um impulso emocional positivo para influenciar e mudar de agora em diante.

Chave 4 – Administre a energia, não o esforço

Faça pausas estratégicas de apenas 30 segundos a cada meia hora, e pausas essenciais de dois a cinco minutos no meio da manhã e no período da tarde para aumentar sua energia e concentração.

Você pode fazê-lo realinhando sua postura, respirando profundamente, bebendo água gelada, movimentando-se em direção a uma luz mais forte, entrando em contato com paisagens naturais, situações bem humoradas e expondo-se a mudanças visuais ou mentais. Estas ações podem garantir um incremento de até 50% no seu nível de energia, elevando a produtividade em até 10%. Seja rápido sem se apressar. Mantenha a flexibilidade.

Além disso, administre a transição de seu ambiente profissional para o familiar. Assim, ao chegar em casa, estabeleça uma zona intermediária de até 15 minutos, período no qual deverá apenas cumprimentar carinhosamente seus familiares com no máximo 25 palavras. Procure desacelerar. Tome um banho, troque suas roupas, beba algo. Está comprovado que situações de conflito e argumentos prejudiciais começam ou se intensificam nos primeiros minutos após o regresso ao lar.

Chave 5 – Administre o impacto, não as intenções

O objetivo é reduzir o tempo pela metade e dobrar os resultados. No processo de monitoramento, faça medições semanais – elas aumentam significativamente a iniciativa e a responsabilidade pessoais no cumprimento das metas estabelecidas.

Procure avaliar como andam os níveis de energia e concentração da equipe. Observe as economias de tempo e reduções de custo possíveis, onde foram obtidas e qual sua magnitude. Acompanhe a evolução da eficácia da equipe e o redirecionamento das metas com base no critério da prioridade.

Chave 6 – Compartilhe o propósito

Não são apenas as metas que precisam ser apresentadas à equipe. É fundamental compartilhar missão, visão e valores. As pessoas necessitam de um senso de finalidade para seu trabalho, compreendendo sua real contribuição para a organização.

Contudo, o fato é que muitos sequer sabem qual o produto ou serviço que oferecem ao mercado, quem são seus concorrentes, o que o consumidor espera da corporação e qual a posição estratégica que esta espera ocupar no mercado.

Chave 7 – Lidere com base nas três óticas

Há um objetivo fundamental que é de caráter corporativo. Independentemente de se tratar de uma empresa pública ou privada, os esforços de todos os profissionais devem estar a serviço de um resultado positivo capaz de apoiar, sustentar e conferir reconhecimento à organização.

Porém, para alcançar este resultado, o líder deve centrar foco na equipe, pois é o trabalho conjunto e multidisciplinar o instrumento catalizador do alto desempenho. Um líder deve questionar sua equipe sobre seu aprendizado buscando contribuição e não julgamento.

Mas equipes são formadas por pessoas e este é o último e essencial ponto de vista: o elemento humano. O desafio é conhecer, compreender e auxiliar cada colaborador a alcançar seus objetivos pessoais, enxergando-os como projetos de vida individuais.

Todos os dias os melhores líderes desistem de tudo o que conquistaram para se reinventar na busca pela excelência. Deve-se jogar para ganhar. Ir até onde for possível usando todos os recursos de que se dispõe. Porém, liderança é um jogo de estilo. Não é o que você faz que conta, mas como você faz.

Autor: Tom Coelho.
Fonte: www.portalcmc.com.br

 

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Hoje quero falar sobre liderança. Mas não a liderança cargo, porque ser líder não é ocupar um cargo dentro da empresa. Ser líder é um estado de espírito. Quem é líder "é", quem ocupa um cargo "está".

Tenho duas notícias: uma boa e outra ruim. A ruim é que se você está com problemas para que suas ordens sejam acatadas por sua equipe, você não "está" sendo um bom líder. A boa notícia é que isso pode ser trabalhado e desenvolvido: basta você querer dar o primeiro passo.

Por isso, quero te dar algumas dicas que farão toda diferença em sua liderança. Vamos lá?

DÊ SUGESTÕES AO INVÉS DE ORDENS: você está com problemas para que suas ordens sejam acatadas? Poxa, mas esse já é o problema. As pessoas não gostam de receber ordens. Aí você me pergunta "mas eu sou chefe, tenho que dar ordens e elas precisam ser cumpridas!". Ok, eu concordo com você, existe um cargo a ser honrado. Mas para que esse mesmo cargo tenha um sucesso sustentável, você precisa ser o espírito desse cargo e não apenas estar nesta função. Mas como? Vamos começar com uma simples atitude: ao invés de dar ordens, procure dar sugestões. Por exemplo, ao invés de dizer "Faça esse relatório. Quero impresso em minha mesa até às 11 horas", diga "Preciso muito de sua ajuda agora! Sei que já são 9 horas e preciso do relatório até às 11 horas para uma reunião. Você consegue prepará-lo para mim?". Você tem dúvidas de que a aceitação da "ordem" será bem diferente ?

Quando fazemos perguntas, permitimos que as ordens sejam mais aceitáveis. Precisamos aprender a nos conectar com as pessoas para obter o melhor resultado. É fundamental não nos concentrarmos apenas em nossos resultados, mas no resultado do grupo. Fazer parte do desenvolvimento das pessoas é gratificante e nos faz crescer como líderes – tanto no âmbito profissional quanto pessoal. Deixar que as pessoas façam "por vontade própria" lhes dá sensação de importância e a satisfação de fazer parte de algo maior. Alimenta o espírito de cooperação ao invés de revolta. A sensação de ser parte da situação permite que as pessoas compreendam seus erros e facilita a aceitação e correção dos mesmos.

ESTIMULE AS PESSOAS PARA O SUCESSO: Envolva toda a equipe na resolução dos problemas. É péssimo ver um líder que diz "o fracasso foi nosso, mas o sucesso só meu". É péssimo também ver aquele líder egocêntrico, que sabe tudo, que resolve tudo "sozinho". Envolver a equipe na resolução dos problemas faz com que cada membro sinta-se envolvido de verdade, comprometido e, dessa maneira, mais estimulado a produzir, otimizar e solucionar.

ELOGIE E ESTÍMULE AO INVÉS DE CENSURAR E CONDENAR: Erros acontecem. Fazem parte do aprendizado. Mas não é porque seu colaborador errou que você precisa xingar, humilhar, mostrar quão errado ele foi. Sente com essa pessoa e descubra por que aquele erro foi cometido. Dessa maneira, você estará ensinando a nunca mais cometer o mesmo erro e, ao mesmo tempo, entendendo porque determinada atitude foi tomada. Estimule esse colaborador a continuar tendo ideias e iniciativas, mas peça que da próxima vez ele o consulte antes de agir.

Sobre essa atitude na liderança, acho incrível uma frase de B. F. Skinner, que diz que "quando se diminui a crítica e se enfatiza o elogio, as coisas boas que as pessoas fazem recebem reforço e as coisas más são atrofiadas por falta de atenção".

ELOGIE MESMO OS MENORES PROGRESSOS: Muitos líderes esperam grandes acontecimentos para parabenizar sua equipe. Mas não é assim que funciona! Elogie, vibre, parabenize a equipe por todo resultado positivo, desde a otimização de uma simples tarefa até uma super iniciativa de redução de custos. Pequenos estímulos fazem com que a equipe sinta-se mais confiante e cada vez mais empenhada em mostrar resultados positivos. Todos nós gostamos de ser elogiados, não é mesmo?

No entanto, seja específico e sincero em seus elogios. Aponte aquilo que te satisfez e do seu jeito – não queira ser o "Líder simpatia" se esse não é o seu perfil, mas também não sinta-se tolhido se no dia a dia for expansivo. Não deixe que os elogios pareçam bajulação pois, dessa maneira, começará a ser simplesmente ignorado.

O SER HUMANO VIVE DENTRO DE SEUS LIMITES (WILLIAM JAMES): Por último, e não menos importante, lembre-se que cada pessoa é única, tem suas qualidades, defeitos e limites. Se você, como líder, reparar que um colaborador não se sai bem em determinada tarefa por diversas vezes, troque o mesmo de lugar. Aptidões devem ser estimuladas. As vezes um colaborador excelente em planilhas, pode ser péssimo em relatórios. Ou aquele que não consegue se apresentar em público, faz as melhores apresentações possíveis em PPT.

Enfim, meus amigos, qualquer um pode estar líder, mas nem todos podem ser líderes. Desenvolva sua equipe. Conquiste as pessoas. Seja admirado e copiado e, dessa maneira, exerça com perfeição a palavra liderança!

Artigo escrito por Van Marchetti

Fonte: www.rh-partners.com.br

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Terça, 20 Agosto 2013 09:36

A Liderança e a Gestão de Pessoas

Lidar com pessoas é uma das coisas mais complexas da humanidade, as relações sociais são estudadas por diversas civilizações, durante vários períodos da história.

Do mesmo modo no ambiente corporativo existem profissionais treinados e capazes de entender os desdobramentos que envolvem a relação dos profissionais no ambiente de trabalho.
A liderança e a gestão de pessoas são áreas que começam a convergir para chegarem a denominadores comuns, visando à satisfação dos colaboradores durante a jornada de trabalho.

Identificar líderes a princípio é uma tarefa fácil, mas encontrar os perfis ideais é um desafio para o gestor de pessoas. Por isso existem permanentemente treinamentos e capacitações visando lapidar o perfil ideal de líder para assumir responsabilidades no dia a dia da empresa. Mas, quando nem mesmo o treinamento adianta? E as pessoas começam a perceber que não estão almejando maiores responsabilidades? Diante destes questionamentos, iremos apresentar a saída para evitar profissionais desmotivados e sem perfil de liderança. Fique de olho!

Tudo começa na entrevista de emprego
Depois que um colaborador está durante vários anos exercendo o mesmo cargo em uma determinada empresa, é muito difícil mudar os hábitos deste profissional. Implementar novas políticas de trabalho soa como algo chato e desnecessário. Além do que, a visão da geração X é bem diferente dos valores e comportamentos da geração Y. Para evitar que a organização contrate um profissional que não esteja qualificado para liderar uma equipe é preciso que as características e comportamentos empreendedores sejam identificados na hora da entrevista. Falar que é líder é fácil, bom mesmo é fazer um teste na prática e verificar o desempenho deste profissional. Deixe claro que a liderança é uma característica importante para sua empresa e que faz parte da cultura corporativa.

Corrigir custa mais caro
Tentar modificar a estrutura organizacional e despertar a liderança em colaboradores mais antigos, custa caro e nem sempre é bem aceito por todos. Será preciso várias campanhas de Marketing interno, palestras, envolvimento, cursos, manuais e bastante dinheiro investido. Se quiser manter um alto nível de identificação entre os valores da empresa e o dos seus colaboradores, jogue limpo e mostre desde o início o que a empresa deseja de seus funcionários. Mudar as regras do jogo no meio da partida pode parecer algo desagradável.

Invista sempre em cursos que qualificam sua equipe, o Instituto Brasileiro de Coaching possui um curso que foca na liderança e na gestão de pessoas, o Professional & Self Coaching, é mais que um simples curso é uma ferramenta altamente eficaz para oxigenar as estruturas organizacionais e despertar o líder que há dentro de você. Não hesite, faça Coaching com o IBC!

José Roberto Marques

Fonte: www.ibccoaching.com.br

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Terça, 13 Agosto 2013 10:11

Exemplos de Liderança

A liderança é um dos temas mais estudados na área de relações humanas e seu papel é essencial na construção de resultados para pessoas e empresas. Deste modo, de acordo com cada perfil encontraremos diferentes modelos de liderança e poderemos compreender o líder, e seus comportamentos tanto em grupo, como liderando ou sendo liderado.

Por se tratar de um assunto de grande interesse, muitas pesquisas catalogaram os diferentes tipos de liderança, e mostram suas características comportamentais, que apresentaremos a seguir.

O LÍDER COACH
Para ele o bem estar emocional, psicológico e por consequência, físico, é muito importante para atingir o objetivo principal que foi determinado. O Coach é algo que transcende o papel de um líder. Ele estimula e motiva os liderados a crescerem como seres humanos, proporcionando uma aprendizagem que vai além do âmbito profissional. Um exemplo de Coach é o Marshall Goldsmith, formado em Matemática na Universidade da Califórnia. Goldsmith orienta milhares de executivos e faz com que eles sejam mais do que meros profissionais dentro de uma empresa.
Para Jack Welch, consultor de vários CEO da revista Fortune, no futuro todos os líderes serão Coaches. Quem não desenvolver essa habilidade, automaticamente será descartado pelo mercado.

O VISIONÁRIO E CRIATIVO
Este é um exemplo de líder que costuma fazer mais sucesso que os outros, pois possuem qualidades que costumam ser mais destacadas dentro do mundo empresarial. O estilo visionário engloba a criatividade e o senso de oportunidade, junto a um otimismo latente. O líder visionário é empreendedor, capaz de antecipar tendências, e está disposto a correr riscos. Essa capacidade de "prever" o que vai acontecer sempre está amparada em pesquisas de mercado e análise do comportamento das pessoas relacionadas a determinados produtos ou serviços.
Um dos líderes visionários mais marcantes e conhecidos de toda história é Steve Jobs, que junto com seu amigo Wozniak, percebeu uma grande oportunidade de desenvolver computadores com tecnologia e design diferenciados. Assim, ainda na década de 70, mais especificamente em 1976, nasce o primeiro computador pessoal e a empresa que viria a se tornar a Apple, hoje uma empresa referência mundial em tecnologia e uma das mais bem sucedidas da história neste segmento.

O DEMOCRÁTICO
É aquele que permite que todos os liderados participem das decisões importantes do grupo. O líder democrático acredita que a colaboração de ideias, críticas e sugestões é importante para aperfeiçoamento dos projetos, da equipe e da organização como um todo.
Este tipo de líder costuma ter bons resultados, pois com isso abre-se um espaço que possibilita a solução de problemas internos que podem dificultar o andamento das tarefas. Com este líder há espaço para diálogos mais abertos, comunicação efetiva, críticas construtivas, feedback constantes, pois a opinião é encarada como algo de valor, mas ele também deve ter a inteligência para encontrar o equilíbrio e não perder o controle o rumo, o foco e a objetividade.

O AUTORITÁRIO
É o exemplo de líder autocrático e que não tem abre espaço para que seus subordinados contribuam com seus conhecimentos, antes de tomar uma decisão, seja ela qual for. Ele toma para si esta responsabilidade de liderar e vê seus colaboradores como concorrentes. O líder autoritário é muito confiante em suas decisões, geralmente gosta de correr riscos e está pronto para os resultados, sejam positivos ou negativos. Seu excesso de confiança faz com que acredite ser dispensável a opinião de outras pessoas. Por outro lado, ele sempre conduz os processos com muita energia e vigor, sempre toma a frente e gosta de incentivar a equipe a alcançar os resultados que foram traçados.

O EXIGENTE

Com este líder todos os detalhes serão observados e nenhum deslize, por menor que seja, poderá passar em branco. Ele entende que para algo dar certo, "todos os buracos têm que estar tapados" e não há o menor espaço para pequenos erros. O líder exigente é muito crítico, observador e perfeccionista. Acredita que a excelência é o caminho para a obtenção do sucesso. O executivo, publicitário e apresentador Roberto Justus é considerado por muitos um líder exigente e perfeccionista.

Esses são alguns exemplos de perfis de liderança que nos servem para identificar um líder e tentar entender a importância de cada um deles no desenvolvimento dos liderados e resultados da empresa.
Apesar de todas estas diferenças, o líder é aquele que vai manter tudo dentro da ordem, ele será o guia moral, ético e profissional.

José Roberto Marques

Fonte: www.ibccoaching.com.br

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Ser chefe é fácil: basta mandar e amedrontar quem não estiver alinhado com suas ideias. Todos conhecem intuitivamente a diferença entre um chefe e um líder, desses capazes de pedir que você fique além do expediente para concluir uma tarefa e você... fica, por entender a importância do pedido e por se sentir estimulado a dar sua contribuição para determinado projeto.

É claro que há líderes natos, que sabem por intuição como se portar e como conduzir outras pessoas. Porém, especialistas consultados por EXAME.com dizem que é possível aprender a liderar por meio de práticas desenvolvidas ao longo do tempo. Veja 13 atitudes para se conseguir uma liderança estável:

1 - Ter consciência de que líder também erra
Uma das premissas do mundo dos negócios é que os maiores resultados provêm de grandes riscos. Assim, liderar uma empresa implica necessariamente em arriscar-se, ou seja, lidar com a possibilidade de não dar certo. O gerente do escritório da Michael Page no Rio de Janeiro, Marcelo Cuellar, diz que, para ter uma liderança estável, quem está no comando precisa ter a consciência de que em algum momento vai errar e deve estar pronto para tomar uma atitude quando isso acontecer. "É preciso se jogar no mar e estar disposto a engolir água. Se nadar só na piscina, não aprende a ser líder".

2 - Ser empático
É consenso entre os especialistas que uma liderança estável depende de quanto o líder conhece quem ele lidera. E, para isso, ser empático é fundamental. "Ele precisa se colocar no lugar de pessoas que enfrentam o que ele não enfrenta. Não quer dizer que ele terá que concordar com tudo que o outro faz, ou ceder sempre, mas assim ele poderá argumentar", diz Cuellar.

3 - Ter autoconhecimento
Para saber entender as necessidades do outro, é preciso conhecer bem a si mesmo. "O líder tem que ser consciente do profissional que ele é para poder executar ações que favoreçam a empresa", diz a professora e coordenadora de gestão de pessoas da Fundação Dom Cabral, Clara Linhares.

4 - Estar atento às expectativas do grupo
"A liderança se caracteriza pela capacidade de superar as expectativas do grupo. Para conseguir isso, é preciso estar atento e saber reconhecer quais são essas expectativas", diz o coach organizacional Homero Reis.

5 - Traduzir o discurso em atitudes
É o que o coach Homero Reis chama de "autoridade relacional". Segundo ele, o líder tem por obrigação mostrar com atitudes aquilo que prega.

6 - Partilhar informações
Um time conduzido às cegas não dá resultados. Quanto mais os funcionários de uma empresa souberem o que acontece dentro dela, mais eficientes eles serão. É o que defende Mariella Gallo. "A sensação de exclusividade, de saber tudo, não é interessante para quem lidera. Quanto mais o líder delegar e compartilhar informações, mais respeitado ele será".

"As pessoas precisam saber para onde estão indo. O líder tem que compartilhar as informações que embasam suas decisões", reforça o sócio da consultoria Atingire, Fernando Jucá.

7 - Estar em constante processo de aprendizagem
Líder parado no tempo não é líder. Quem está no comando precisa manter o grupo sempre alimentado de novidades, defende Reis. "É muito importante estar em uma educação continuada, demostrar que está sempre pesquisando, estudando e inovando".

8 - Não tratar todo mundo igualmente
Um bom líder não é aquele que define uma maneira única de conduzir todas as pessoas. Ele precisa identificar quais são as necessidades de cada um e saber lidar com elas, para fazer a empresa crescer. "Um funcionário profissionalmente imaturo, inseguro, precisa que o líder transmita muita confiança, que o conduza. Já um profissional que é muito confiante no que faz precisa de liberdade", exemplifica o professor de liderança da Business School São Paulo, Gilberto Guimarães. "Um líder que trata todo mundo igual é injusto", reforça Cuellar.

9 - Fazer uma boa gestão do tempo
No mundo dos negócios, as mudanças ocorrem muito rapidamente e carregam um grau de informação enorme. De acordo com a coach Mariella Gallo, um líder eficiente precisa saber administrar essas mudanças, filtrar o que é importante e tomar atitudes.

10 - Saber "definir o futuro"
Não se trata de adivinhação e sim de percepção. Um líder precisa tomar as decisões mais certas possíveis. Para isso, ele tem de estar atento aos sinais que indicam o que pode acontecer no futuro. "É fazer uma leitura do que está acontecendo agora para descobrir quais são as tendências. Se a meteorologia diz que vai haver um inverno rigoroso, significa que vou vender menos sorvete", exemplifica Gilberto Guimarães.

11 - Ser humilde

Um bom líder reconhece a importância de cada pessoa. "O inverso disso é arrogância. O arrogante não escuta o outro e, por isso, comete muitos erros. Quem é arrogante é chefe, não é líder, porque só cria medo e não respeito, e o medo diminui a produtividade. Pessoas com medo são incapazes", revela o professor Gilberto Guimarães.

12 - Preparar sucessores
Clara Linhares defende que líder eficiente é o que não tem medo de perder a função e nem as pessoas. "Ele precisa reconhecer na equipe quem poderão ser os seus sucessores. É uma tarefa muito difícil, mas cada vez mais necessária".

13 - Ter uma "franqueza educada"
Muita gente confunde franqueza com falta de educação. Fernando Jucá defende que uma liderança precisa de "franqueza educada". "É ir direto ao ponto, mas sem grosserias".

Luísa Melo

Fonte: www.exame.abril.com.br

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Se você não gerenciar os usuários, patrocinadores e outros envolvidos, pode entregar no prazo e no orçamento previstos, mas pode não atender às necessidades do negócio.

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Em artigo exclusivo, Eugen Pfister explica método desenvolvido para melhorar, em curto período, o desempenho de 175 gestores de uma multinacional de TI

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Segunda, 30 Julho 2012 16:41

5 Habilidades raras no mercado mundial

Pesquisa indica quais competências gerais estão cada vez mais em falta no mundo profissional

São Paulo- A falta de talentos está tirando o sono de recrutadores em todo o globo. Mas a carência não está relacionada apenas com formação específica. Alguns comportamentos e competências gerais também se tornaram raros no mercado de trabalho nos últimos anos.

Pensando nisso, a Hays conduziu um levantamento em mais de 30 países para checar quais as habilidades que estão em falta no mercado.

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